À princípio a discotecagem não passava de uma brincadeira para animar festas dos colegas de infância, tinha na época em torno de 14 anos de idade, e mesmo não tendo tanta pretensão, a idéia era que tudo fosse bem divertido. A idéia prevalece até hoje!
Passados 19 anos tenho no currículo inúmeras festas. Passei por casamentos, aniversários de 20, 30, 70 anos, confraternizações, participações em casas noturnas. E tudo muito bem sucedido, principalmente porque faço com cuidado e amor a a arte de discotecar.
Sou um apaixonado por música. Um pesquisador. E me aprofundei, desde bem jovem, a aprender o que faz uma boa pista de dança. Conheci a Disco, que embalava os anos 70, e descobri o balanço e os grooves de KC, Earth Wind & Fire, Bee Gees, Donna Summer e de uma infinidade de gente muito boa. Nesta mesma época, passei a adorar James Brown, Aretha e Marvin Gaye. Era o Funky Old School, o Soul, o R&B e toda a divindade da Motown.
Vivi os anos 80 consumindo e respirando música, ouvia as rádios Pool FM, a qual na versão de 1994 contribui com sugestões, a Band, JP; assistia aos vídeos do Clip Trip e gravava fitas cassete, fazendo diversas seleções. Foi nesse tempo que a brincadeira despertava para algo maior; As minhas fitas faziam o maior sucesso, bastava tocá-las numa festa e outro clima despertava; Foram pano de fundo de bares consagrados da época, como o Chez Michou da Haddock Lobo e sua filial no Guarujá.
Ouvia o rock do U2, The Police, o punk dos Dead Keneddys e Ramones, o new wave dos B 52'S e DEVO, The Cure e Smiths, as estrelas Madonna, Michael e Prince; o pop do Duran Duran, Culture Club e Erasure, o eletro do New Order e Depeche Mode. E todo o cenário do rock brasileiro que surgia, de Barão, Legião, Titãs, a Capital.
Vi de perto nascer a House Music, e trouxe da minha primeira viagem aos EUA, os Lps do Bomb The Bass, Information e Tom Tom Club. Já era a hora de tocar!
As primeiras festas foram aparecendo, e fui me dedicando cada vez mais. Tanto no aprendizado das técnicas quanto ao aprimoramento do conhecimento musical.
Hoje me declaro um apaixonado por diversos tipos de música, sou um fã ardoroso do samba de Beth Carvalho, do swing de Seu Jorge; dos remixes da Vanessa da Mata; um apaixonado pelo som de Tim, Jorge Ben, Sandra de Sá e Wilson Simonal; Aprecio a black music americana, o funk carioca, as belas bandas de Acid Jazz e tudo o que surge de boa música.
Tenho tudo o que passou de bacana nesses 19 anos gravado e sei bem a hora de tocar e fazer o coração da pista balançar. Adapto as festas conforme o público e o tema.
Entre várias passagens, uma festa singular e inesquecível: um aniversário de 60 anos que foi ovacionada, onde toquei boleros, tangos, sambinhas e bossa nova; os convidados dançavam e aplaudiam.
Toco por amor, e fico feliz por ver um evento que as pessoas se divirtam e dancem com o sorriso no rosto. E esta será sempre a idéia!
Esta é um pouco da minha história. E que eu ainda possa compartilhar muitos outros momentos para registrar por aqui.
Abraços
DJ Fernando Augusto
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